Nas Ventanias de uma Areté


NAS VENTANIAS DE UMA ARETÉ.

É um monólogo cênico-sonoro que narra à saga de Marcos, um homem que faz da ordem seu caminho e nas encruzilhadas da vida vê seu posto, que tanto lhe deu prestígio e respeito, ameaçado. Por isso, irá defendê-lo a qualquer custo.
O espetáculo acontece em um ambiente de fantasia e devaneios do herói, em que busca eliminar seu inimigo, para não perder sua posição social, mas paralelamente vai desvendando suas estórias, contradições e sentimentos.
A saga começa no quarto de Marcos, espaço subjetivo em que está despojado de sua farda e naturalmente do arquétipo de um caçador impiedoso, ao longo da cena vai se preparando para o desafio traçado, e a cada adereço vestido assume gradualmente a face de Marcos, o deus da guerra.
A sonoridade conduz à narrativa, em que varia uma trilha sonora ambientada e ações do personagem no espaço cênico, constituído por uma árvore/instrumento e um posto de vigilância (cabine) que marca as transições de cena e fluxos de pensamentos e memórias do herói.
A narrativa é contada a partir da ótica de Marcos, em que sendo um algoz, vai costurando contradições, dialéticas e conflitos (externo/interno) em torno de seu preceito de missão, justiça, honra e virtude (areté) durante a caçada de seu inimigo.
O tempo do espetáculo é exatamente 55 minutos, pois ilustra uma ação de exatidão e busca de perfeição do herói em sua relação com o tempo, sendo este o único elemento real da história.
O inimigo de Marcos é sua imagem refletida e metaforizada, em um polo de personificação equivalente, ou seja, estabelecendo um prenúncio de colisão entre algozes, que marca o eixo central da narrativa. 

FICHA TÉCNICA.

Texto- Michel Yakini
Atuação – Majó Sesan
Direção – Rogério Tarifa
Direção e concepção sonora – Mario Conte
Iluminação – Marcus Filomenus
Cenário – Majó Sesan
Figurino – Ruth Melchior
Produção – Majó Sesan